Big DATA

Num mundo em que a tecnologia está constantemente a evoluir e em que tudo está conectado, é gerado, diariamente, uma grande quantidade de informação. As nossas ações, desde as mais complexas às mais banais, geram toda esta informação e gestos tão simples como abrir uma página poderão vir a ser informação muito útil no futuro. Inicialmente toda esta informação traduz-se em dados que podem não ser percetíveis nem úteis ao início e, portanto, necessitam sempre de ser trabalhados. 

O passo inicial antes de se começar a trabalhar os dados é perceber o propósito que os dados vão ter, ou seja, em que tipo de informação se vão traduzir. Só após esta análise é que podemos começar a organizar e a segmentar os dados de uma forma consciente e standarizada, de modo a criarmos públicos alvos. Estes públicos alvos são criados mediante todos os dados reunidos, que têm como base as escolhas e as ações de cada pessoa individual. Contudo, a standarização é o parâmetro mais importante e decisivo na criação das grandes bases de dados, uma vez que entradas escritas de maneiras diferentes levam a informação duplicada, o que acaba por diminuir a eficácia das bases de dados.  

É importante notar ainda a tendência que todas as bases de dados têm em ficar desorganizadas ao longo do tempo e, por isso, é imprescindível haver uma manutenção periódica das mesmas, não só para manter a base de dados organizada, mas também para haver uma introdução constante dos novos dados que vão aparecendo diariamente, para que a gestão desta informação não saia do nosso controlo.É esta constante luta entre manter os dados organizados e fazer frente ao bombardeamento diário e contínuo de informação que torna tão difícil a gestão dos big data sets 

Mas o que são estes big data sets? Não são nada mais nada menos do que grandes bases de dados com inúmeros parâmetros que se encontram todos relacionados entre si. Estes big data sets baseiam-se no princípio de que quanto mais informação tivermos sobre um determinado assunto, mais fácil será fazermos previsões baseadas nesses mesmo dados.  

Contudo, os big data sets têm que fazer frente ao aumento exponencial de volume, de velocidade e de variedade de informação que existe hoje em dia e é isto que chamamos os três V’s dos big data sets. Porém, a velocidade com que a informação é gerada pode variar significativamente e, para percebermos isto, basta apenas pensarmos numa publicação que se encontra em trending. A atividade destas publicações aumenta exponencialmente a partir de uma certa altura e a partir desse momento temos também um aumento na velocidade de informação que é gerada. 

Numa altura em que existe uma constante procura por informação, a velha premissa de que o conhecimento é poder é das que mais se adequa aos nossos dias. São precisamente estes big data sets que vão permitir às empresas fazer análises de risco, reduções de custo e de tempo e um targeting muito mais preciso dos seus produtos, tornando, então, os big data sets uma das ferramentas mais cobiçadas pelas empresas nos dias de hoje. 

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